Cronicando, indefinidamente, infinitamente...

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Nunca acordaram e pensaram que estavam longe?
Longe do mundo, longe do vosso(nosso) mundo, longe daquilo que deveria ser o vosso dia, longe daqui, pior que tudo: longe de vocês.
Eu já.
Hoje.
Ontem.
Anteontem.
E antes disso.
Muito antes disso.
A música que ouço, enquanto escrevo isto, em concordância com o post anterior, influencia directamente o que digo. Azar dos azares: estou a ouvir Sérgio Godinho.
E enquanto escrevo, penso e ouço, ele "diz" isto (lá está o sacana a falar comigo, estão a ver? - referência ao post anterior, mais uma vez!):
"Depois vêm cansaços e o corpo fraqueja
olha-se para dentro e já pouco sobeja
pede-se o descanso, por curto que seja
apagam-se dúvidas num mar de cerveja."
Torna-se complicado dizer mais alguma coisa.


Sinceramente, também não me apetece dizer mais nada.

domingo, 24 de outubro de 2010

Há músicas que não dizem nada e era capaz de lhes confiar a minha vida.
Há tantas que dizem tudo, que explicam tudo, mas nunca me disseram nada.
É engraçado o efeito que a música tem nas pessoas: fazem pensar, rir, chorar, sorrir. Descrevem o que sentes, o que não sentes e aquilo que não sabes que podes vir a sentir. Falam sobre este mundo, o teu mundo, ou outro mundo qualquer. E essa é sem dúvida, a parte engraçada.
Quantas vezes o teu rádio nunca falou contigo? O meu, geralmente, é um sacana para mim.
Faz-me chorar.
Faz-me pensar nalguma coisa, nalgum momento, se traduz em tanta coisa...
E o engraçado é que sinto que ele está literalmente a "cantar" para mim. Que está a dar-me um recado, que me está a contar uma história.
Que fala comigo.
Que me dá conselhos. Que me leva para outro lado.
Geralmente, a música que ouço reflecte o que eu sinto. Reflecte o que eu penso.
E a música que trato comigo, em canta momento, sou eu.