Cronicando, indefinidamente, infinitamente...

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Que diferença um dia faz?

(Antes de lerem seja o que for, metam a música a tocar, por favor)



Inspirado por uma música que muito me encanta, faço este post.
Mas partilho convosco um assunto meu, aqui neste post. Não é que não costume fazer, mas hoje faço-o com um sorriso. Não que algo me tenha acontecido (posso garantir que não aconteceu absolutamente nada), mas porque sim. E se eu falo convosco quando algo corre mal (e quantas vezes não corre mal porque sim?!) hoje apetece-me falar com um sorriso.
E quero que vocês sorriam também.
Agora.
Como estava a dizer, ou melhor, como queria dizer, a música fascina-me muito.
Mais que escrever.
Muito mais que escrever.
Por um motivo simples: se eu mostrar este texto a alguém que não perceba português, não faz sentido nenhum.
A música não. Não preciso de perceber a letra para dançar ao som dela, ao ritmo dela.
Seja triste, contente, romântica, qualquer coisa.
E é essa capacidade de diferença que faz a música tão especial.
Posso não perceber o que alguém canta, mas percebo a sua alma.
Se não perceber o que escreve, "não sei".
E este "não sei" muda um mundo. O meu muda em função da música.
Marcam fazes da vida.
Marcam dias.
Marcam, acima de tudo, momentos.
Já pensaram que uma boa parte da música que gostam hoje, ou melhor, da música que preferem hoje, está eternamente ligada a vocês com uma conotação?
Se eu viver com alguém e ler um livro em casa, está lido.
Mas se eu em vez de ler ouvi pela primeira vez um determinado cd do inicio ao fim, esse cd está para sempre ligado a essa pessoa. Vejo-a na letra. Sinto-a na melodia.
Para sempre.
Isso é tudo.
(Secalhar já não estou com um sorriso assim tão grande, mas quero ver-vos continuar sorrir).


Há bocado um amigo meu, apesar de aparentemente ser engraçado, ensinou-me uma grande coisa.
Deve ter cerca de 16 anos, lê muito mal, e escreve ainda pior.
Não sabe fazer contas.
E veste um fato impecável, sempre característico, que tantas vezes já me fez sorrir.
Tem uma maneira estranha de falar.
Peço desculpa por alguma gargalhada indelicada.
Não é desrespeito.
Mas ele disse-me, à pouco, que queria ser alguém, para um dia ajudar as pessoas.
Todos os problemas que têm o mundo perdem significado assim.
E metes-me a pensar tanto nisso...
Mas sabes, vou fazer algo mais para ajudar.
Não é preciso ter um blog, escrever coisas bonitas e fazer integrais bem para se ajudar.
Tú podes nem sequer conseguir lê-lo.
Mas hoje, acredita: ensinaste-me algo muito mais importante.
Obrigado, professor.
(E quem goza contigo, acho que sabe menos que tu. Hoje também me ensinas-te isso.)



Acabei por ainda não começar a falar do título deste post.
Afinal, que diferença um dia faz?
"24 little hours..."
Para mim, faz toda a diferença.
O engraçado é que um dia em que saiba que não tenha mais 24 (hoje) "pequenas" horas,
falarei com um brilho nos olhos das próximas 24 grandes horas que gostaria de viver mais.
Desejo a todos umas próximas 24 grandes horas.
Em particular, a mim.


E continuem a sorrir, mesmo que tenham de ler este post outra vez.
Isso vale por tudo.



Vou justificar os parêntesis iniciais: se nunca tinham ouvido esta música, ela fica para sempre, apartir de agora, ligada a este post.
Pelo menos, nas vossas cabeças.
:)

1 comentário:

Fred disse...

"A música é sinónimo de liberdade, de tocar o que queres e como queres, sempre que seja bom e que tenha paixão. A música será sempre o alimento do amor"

Kurt Cobain

Haverá sempre uma música para cada momento. Sábios aqueles que a sabem ouvir, sentir, recordar e depois, seguir em frente :)

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